terça-feira, 29 de julho de 2008

Cerveja em garrafa PET!!

Surpreso com a notícia? Acredite pois é a mais pura verdade, algumas cervejarias já adotaram as novas garrafas em escala comercial e pasmem foi bem aceito!! A Bitburger, da Alemanha, e Spendrups, da Suécia, já estão nos supermercados, lojas de conveniências e estádios de futebol, em escala comercial. A maior preocupação dos apreciadores da bebida, segundo o estudo realizado pelo Instituto Ipsos Latin América/Perception Research é quanto ao sabor.

Foram consultados consumidores dos EUA e daqui do Brasil e antes de ser apresentado o produto em sua embalagem PET apenas 11% dos entrevistados comprariam o produto, e após experimentarem o número subiu para 55%, alguns disseram que o sabor havia melhorado. Um ponto a favor seria o fato de a embalagem ter se tornado mais segura pelo fato de ser inquebrável, e segundo a designer francesa Valérie Bernard, que trabalha na Valérie Bernard Desing e presta serviços para a M Desing, “A garrafa em vidro passa a imagem de produto exclusivamente masculino, e com a vinda do PET, a embalagem perde o seu estigma, pois é bastante consumido também pelas mulheres”.






Entretanto, para os pesquisadores o problema é outro. Desenvolver uma resina resistente que seja capaz de impedir a entrada de oxigênio e a perda do gás carbônico aumentando com isso a durabilidade da cerveja dentro do recipiente. A Tetra Park empresa conhecida por grandes inovações em produção de embalagens está empenhada na corrida para desenvolvimento garrafas PET para cerveja, que deseja ser referencial não apenas em embalagens longa vida como as dos leites em caixa, mas também ser referencial em plásticos no mundo.

E no ano passado ja haviam sido lançadas em fase de teste dentro de algumas cervejarias da Europa dois tipos de PET: a Glaskin e a Sealica, já aprovadas com relação à preservação do sabor, manutenção de temperatura, transparência e conservação do produto.

Na tecnologia Glaskin é aplicado um revestimento interno à garrafa, composto de óxido de silício, produto que contém as mesmas características do vidro, e já é usada em plasma para outros tipos de produtos e outras aplicações industriais. Com a garrafa PET já soprada, só é preciso aplicar a quantidade de plasma necessária para impedir a entrada de oxigênio e a perda de gás carbônico, mantendo o sabor original do produto.
E com isso a Tetra Park ja tem capacidade para desenvolvimento de garrafas PET com capacidade de 200 ml até 2L.

O único impasse existente é apenas a licença ambiental para comercialização do produto em garrafas pet aqui no Brasil. Pois no país inteiro cerca de 200 municípios possuem coleta seletiva de lixo, e pelo menos 30% das cidades Brasileiras não contam com qualquer tipo de coleta, estamos tratando aqui de uma "bola de lixo" (perdoem o trocadilho) que não irá parar de aumentar.

E de repente um gênio se pronuncia: "Podemos reciclar". Ótimo, se tivessemos um governo sério e empenhado, mas tem um problema que poucos falam, reciclar custa CARO, sim os processos de reciclagem, consomem muito tempo e energia e são bastante despendiosos, além de não termos estrutura para reclicar tanto lixo, atualmente dos 100% de todas as garrafas de refrigerante 80% são PET, são mais de 1,5 milhões de toneladas de plástico e menos da metade dele é reciclado. E por ser um processo caro, infelizmente existe uma tendência mundial a diminuir gradativamente.




Segundo os orgãos de defesa do meio ambiente se a AmBev adotar as garrafas PET na venda de cerveja, ela abrirá caminho para o surgimento de grandes lixões nas cidades do país. Muitas das embalagens PET não-reaproveitadas vão parar também em aterros sanitários, um crime ambiental gravíssimo.
Nem preciso lembrar das garrafas e latas que vão parar nos corregos, rios e mares e por ser um material de grande resistência e difícil degradação chega a durar mais de cem anos, ou seja a PRIMEIRA garrafa pet produzida ainda nem foi completamente absorvida pela terra.

Então, vamos ver o que vai prevalecer dessa vez a vontade de uma grande indústria ou o meio ambiente, pois se a AmBeve conseguir por aqui no país ela vai ser a pioneira e por ser um processo simples, a própria fabriante poderá desenvolver a embalagem, bastando ter a forma e um soprador de ar quente, como qualquer outro usado em fábricas de garrafas pet, barateando o custo de seus produtos e aumentando sua produção. E forçando também todas as outras fabricantes a fazerem o mesmo, e viveremos em um lixão a céu aberto que alguns ousarão chamar de civilização...??

Mr. Iu

Um comentário:

Alexandre disse...

Simplesmente um absurdo! O Brasil não está preparado para mais essa enchente de garrafas PET...

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